ADASA – no Jubileu do Seminário Discernimento e compromisso - Reencontro.

12-09-2026

No caminho percorrido pelas Casas-Seminário de Aveiro, neste ano jubilar, trago à memória, como testemunho experimentado e agradecido, a entrada no Seminário Maior.

Os que assinalamos, em 2026-2027, cinquenta anos de entrada no Seminário – esse(s) de 76 – partilhámos estudos com a Diocese de Coimbra.

O Seminário Maior de Coimbra organizava, nas décadas de 80 e 90, o encontro de férias no Seminário da Figueira.

Durante quatro/cinco dias, de segunda ou terça até sexta ou sábado, nos últimos dias de agosto e primeiros de setembro, voltávamos a estar juntos para avaliar, rezar, planear.

No verão de 1984 o reencontro foi de 28 de agosto a 1 de setembro (sábado). O meu curso ia começar o 12º ano. O 12º ano era um ano complicado de integrar.

O plano de estudos (12º ano) dava os primeiros passos no Currículo. O Seminário Maior de Coimbra vivia em função do Calendário do ISET (Instituto Superior de Estudos Teológicos) e vice-versa – articular os dois planos era difícil. A (nova) Equipa Formadora era agora liderada pelo Pe Dr Alberto Lopes Gil (com o Pe Jerónimo, diretor espiritual; Pe Carlos Delgado – também presidente da Direção do ISET; e Pe Aníbal Castelhano, de saudosa memória). Os colegas de Filosofia e Teologia seriam aproximadamente 20, os novos eram seis (aos cinco que fomos de Aveiro, juntar-se-ia o Calixto, de Coimbra, para o 1º ano – um acidente atrasou-o um ano) – muita gente nova de uma vez só. Viviam-se tempos de transição, e isso ficou expresso em vários momentos, desde o que seria acolhimento até ao plano de ano escolar.

Estes encontros eram desenhados para começar com a oração de vésperas/missa, jantar e sessão informal de acolhimento – neste ano não houve grande engenho para preparar a sessão informal, depois de jantar.

Durante a semana um dia era de revisão e avaliação – com serão de convívio; seguia-se mais um dia, de retiro. Espaço ainda para outro dia (e noite – um pouco depois de jantar!) livre, desporto, praia,… Depois, o último dia útil, era dedicado à planificação do ano – neste ano, e sempre que o ISET disponibilizava o calendário, foi um momento muito importante na organização e utilidade. Na sexta à noite, para quem fosse necessário, e sábado era o regresso a casa (um mês, até, mais ou menos, depois do dia 5 de outubro) – quase sempre com uma passagem por Coimbra, pelo Seminário.

O "encontro de férias", num tempo de telefone fixo e correio (apenas) convencional, servia para matar saudades e sonhar o novo ano com expectativas elevadas. Era também nessa semana que se atualizavam a maior das novidades sobre discernimento que o final do ano ou as férias tinham gerado.

M. Oliveira de Sousa


Artigo originalmente publicado no Correio do Vouga

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